Professor, 683

Professor

Almas dedicadas

Protetoras em Terra

Em a Natureza associadas

Das sementes que cada um encerra

 

São os semeadores, eles e elas

Nossas madrinhas do alfabeto

Como fadas, muitas, de tão belas

Que tudo ensinam em qualquer dialeto

 

Professoras, eles e elas até em reveses

Nas nossas infâncias nos conduziam

Foram mães, duas, ene vezes

Tomaram a si filhos que não conheciam

 

Pastoras, pastores de verdade

Das ovelhas em toda parte

Dos primários em infâncias às faculdades

Nos conduziram com fé nessa arte

 

De tudo nos ensinaram

A todos inspiraram

Transformaram frio da ignorância no calor do saber

Deram, se nos faltava à casa, o amor a nosso ser

Quinto Zili

Temperos, 265

Temperos

Fortes ou suaves

Doces, apimentados

Alteram os sabores

Pratos requintados

 

Nem sempre os temperos ajudam

Mas sempre alteram o paladar

Fornecem o que o gosto mudam

Temperam o sonso, melhoram o degustar

 

Na vida conhecemos bons temperos

Paciência, gentileza, doçura e amor

Ingredientes bons de esmeros

Aos chefes gourmets, comida de muito sabor

 

Há porém quem tempere às avessas

Muita pimenta, intensidade e muito sal

Quem não tem mão boa para dosar

Cria os pratos do relacionar pelo mal

 

Quem prova o tempero do amor não quer outro prato

Só olhar sentimos o paladar do tempero de fino trato

Atestar o sabor deste pasto, sorver o amor é de fato

O melhor tempero entre dois , o ideal de um bom contrato

Quinto Zili

Estrutura, 262

Estrutura

O prédio não cair

A viga não desabar

O teto a cobrir

Estrutura sobrestar

 

A mão que executou

O intelecto que projetou

A força que trabalhou

A estrutura suportou

 

Complexas ou simples

Elas moldam no suporte

Em argilas, sem requintes

Mais profundo o corte

 

No cerne do espírito em evolução

Na própria carne que o está a conduzir

Temos o projeto do Pai em ação

Única estrutura híbrida a existir

 

Tudo que existe tem sua estrutura

A Mãe Natureza, arquiteta suprema

Que nos permite haver sem ruptura

Alicerce da vida, estrutura extrema

Quinto Zili

Volta, 512

Volta

 Quando partir

A vida também irá

O corpo ficará

Sensações, tudo mais findará

 

Assim pensava

Chorava de pesar

Tristeza a me amparar

Contrito rogava

 

Onde fui parar

Que lugar é esse

Não há céu

Me cobre denso véu

 

Sim a vida está comigo

Mas faltam os sentidos

Meu Deus, onde vim parar

Só me resta orar

 

Foi assim a minha volta

Cá estou agora melhor, sem revolta

Ainda cego, mas vivo, aqui estou

É o espírito de mim que me restou

 

Acho que ainda vou melhorar

Mas ainda não vejo onde cheguei

Ouço tudo e pouco sinto ainda

Deve ser a volta a anunciar nova vinda

Quinto Zili

Prece do caído, 638

Prece do caído

Contigo me deito

Contigo  me levanto

Mestre divino e perfeito

Acolhe por amor esse meu pranto

 

Me sinto caído

Doído, sofrido

Me ajuda a reerguer

Mais uma vez reviver

 

Sei de minha culpa

Falhei feio de novo

Nem sei se mereço

De ti este apreço

 

Na carne falhamos

Ainda que lá buscamos

Livramento de pecados

De nossos erros gravados

 

Expiação e restrição

Falhar e refazer

Mestre me ajuda a compreensão

Que é meu este dever

 

Eu sei que consigo crescer

Mesmo neste sofrer que eu mesmo me fiz merecer

Rogo de novo que renove sempre o meu querer

A cada dia um pouco mais; Pai me faz assim crer

Quinto Zili

Passado, 577

Passado

Paixões fazem borboletas no plexo

Medo, dor de barriga

O amor uma entrega que abriga

A compaixão, algo mais complexo

 

O corpo vestindo o espírito imaterial

Reage a tudo e a todos

Auras se entrelaçam em bodas

Num artesanato divino surreal

 

Vida é pureza e simplicidade

Da natureza recebemos o amar

Mas complicado é nosso pensar

Querer de dominar, total ansiedade

 

Passado se esconde das atuais jornadas

Bendito o véu do olvidamento

Lembramos apenas de algum sentimento

Insuportável seria conhecer vidas passadas

 

Busquemos o bem afinal de contas

Este será maior hoje e amanhã com certeza

Levemos nossas vidas hoje com mais leveza

Aos males do passado, resgates às montas

Quinto Zili

Clarear, 644

Clarear

Na cabeça a inspiração

Um lampejo

Desde lá do Tejo

Como nova iluminação

 

Reverente o ser

Que reluz mesmo morto

Não está mais absorto

Ver e sentir seu renascer

 

Tralhas ficaram para trás

Os porquês se deslindaram

Poder da mente se refaz

 

O passado se foi para marcar

As paisagens se aclararam

O presente já não é mais só recordar

A. Q. 

 

Namorados, 556

Arte por Francesca, 8 anos

NAMORICO

Namorados

A figura de pombinhos aos pares

De corações entrelaçados

Alianças de bodas nos lares

Tons vermelhos abençoados

 

Imaginário estimulante

À guisa de cerimonial

Corpos desejantes

Espíritos em comunhão passional

 

Os namorados

E os enamorados também

Elos quase intocados

Parecem que vem do além

 

Às vezes só paixões

Bom quando transmutam em amor

Do sexo passam pela dor

No fim o amor doma corações

 

O fogo dos namorados

Fervor dos amantes afora

Resignação dos denegados

Amor que venceu o depois sem se perder no agora

Quinto Zili

 

Simples, 621

Simples

Todo estudo em andamento

Farto e dedicado

Uso da mente

Clarear do conhecimento

 

Dá trabalho fazer

Pesquisar a fundo

Meses e anos às vezes

Controlar resultados revezes

 

Começar complexo e intrincado

Distinguir teses de realidades

Hipóteses caem ou viram verdades

Intuição vem como recado

 

Depois da transpiração

Benvinda a inspiração

Resulta  o simples como solução

Para criar o óbvio à população

 

São assim os inventos

As descobertas viram até luxo

Tornam a vida mais simples

Embora o caminho seja árduo fluxo

 

Simples vale lembrar como é o bem

É o que se opera pelo amor

Como a providência da caridade

Como tudo de valor na vida em verdade

Quinto Zili

Doce, 624

Doce

Como a mão de uma mãe

Sua voz e seu colo

Como bendito fosse

Aquele seu olhar doce

 

Carinho e compreensão

De sobra, de montão

Dedicação e desprender

Seu abraço querido do acolher

 

A mim e a todos nós

Sente-se falta delas

Singela, doce mãe e sua voz

Tudo nos representam, que belas

 

Até seu grito doce era

Quem não levou um relho da fera

Que tudo fazia pela sua cria

Até mesmo o que não queria

 

É doce como a natureza

Sensata e paciente

Onipresente

Nos escuta os sentimentos e a tristeza

 

Minha e tua doce mãe

Nossas doces candeias

Nos deram a luz

São a mão em nossa cabeça como Jesus

Quinto Zili

Gratidão, 471

Gratidão

A minha mão, se toca a sua

Se meus olhos cruzam com os seus

Nossos sentimentos se misturam

Os pensamentos se encontrarão

 

A figura se formará uma só

Um conjunto se estabelecendo

No mesmo diapasão

Uma canção harmoniosa acontecendo

 

Quando gratidão nos inunda

O corpo e a alma transpiram

Exalando um suor de amor

A dor que se sentia perdeu a cor

 

O matiz escuro do sofrer

Migrou, perdeu o tom da amargura

Mágoa escoou e abriu espaço

O ser recriou a aura em fino traço

 

Gratidão abrange todo o ser

Completude maior que o ter

Amplitude dos sentidos que acolhe e bendiz

Entrega no agradecer, o diploma do amor ao aprendiz

Quinto Zili

Riscos, 242

Riscos

O risco de vida que leva à morte é mais vivo e presente do que percebe a mente no ser.

Morte como passagem, toda a vida no risco de viver.

Se morrer é todo dia um pouco, viver também é o risco de deixar de ser.

Quando a vida é só um risco, a morte não é um traço. Se a vida é só um traço o risco de morte acaba em laço.

Traçar a vida sem risco sem rabiscar a morte.

Quando correr o risco pode ser mais fácil que traçar a vida sem risco sendo forte.

A linha da vida é melhor do que o risco da morte. No traço sem risco falta no ser o norte.

Alinhar a vida sem pensar no risco da morte e traçar no pensamento que o risco de vida é grande comparado com a linha da sorte.

“O traçado da vida é o risco de viver, alinhando o traço do ser sem medo de morrer.“

Quinto Zili

Tempestades, 419

Tempestades

Tempos difíceis quando despenca o céu

Tormentas da natureza sem véu

Arrebatamentos das águas e ventos

Tempestades provocam desalentos

 

De tempos em tempos

Uma catástrofe pode acontecer

Sem preparo adequado

Não se entende o perecer

 

Quando os ventos eclodem

Se vê a fúria da natureza

Tempestade arruína

Tudo que pode extermina

 

A varredura evoca nosso Deus

Porque tantos estão a padecer

Sabedoria e amor que reconstruirá

Reerguem-se cenários, tudo renascerá

 

Como a tempestade moral

Varrem-se preconceitos e demências

Aplacam-se defeitos e más tendências

Soergue-se o ser renovado no amor real

 

Jesus foi a tempestade do bem sobre o mal

Varreu maus pensamentos

Deixou reais ensinamentos

Ao ser humano, ao ser espiritual

Quinto Zili

Compromisso, 144

Compromisso

Parar e pensar; compromisso; qual o maior, o principal, o essencial.

Não é com a sociedade.

Não com o outro.

Não com o trabalho.

Não com o tempo, nem com a agenda.

É consigo mesmo pois é com Deus e com Jesus, Quem mesmo nos afirmou isso , de que somos Deus em essência.

Compromisso e comprometimento,  bons e complementares.

O universo não caminha sem essa engrenagem. Ou roda em falso por assim dizer. Cada um de nós entendendo  sua importância no contexto e sabendo que não chegaremos a lugar nenhum sem nos ajudarmos todos.

Não há uma só alma que será deixada para traz.

Entendimento e compreensão são as bases do grande compromisso coletivo, esse mais intenso, além do individual.

Te compromete a pensar desse jeito. Quem sabe tudo não melhora.

Amar o próximo como a ti mesmo e a Deus acima de tudo.

Fiquemos em Deus

Quinto Zili

Conversas, 253

Conversas

Convívio, relacionamento

Comportamentos do ser

Em todo tempo

De cedo ao anoitecer

 

O que se diz por aí

E o  que se ouve falar

Faz sentido a ti

Me remete também a pensar

 

Os fatos que se conta e se escuta

E isso  vira e repete

Que entre dois é permuta

Um só tête à tête

 

Se séria é conselho

Se branda é ajuda

Mas se for como relho

É conversa muda

 

Falar e ouvir é bem natural

Espontâneo aos corpos afinados

Parece coisa material

Mas é o espírito  a reter significados

Quinto Zili

Crescer, 402

Crescer

Almejar a felicidade

Pungir a dor

Contemplar a totalidade

Plenitude de valor

 

Conquistando e evoluindo

Assim queremos ser no crescer

Vivendo no conforto

Desfrutando do bem absorto

 

Contradição elementar

As provas que buscamos

Antes de aqui chegar

É a evolução da qual vislumbramos

 

Sem dor será difícil crescer

Sem adaptações quase impossível

Melhor caminho requer dedicação

Ajudas de bons amigos essencial então

 

Turvam-se as vistas do espírito

Embasbacam-se nossas premissas

Perdemos o rumo, deixamos seguir

Nossa correção virá no porvir

 

Acertar o prumo

Virá por certeza o rumo

Gastar mal o livre arbítrio

Retomar o eixo será com atrito

Quinto Zili

Frutos, 394

Frutos

Rebentos da natureza

Ofertas de Deus, caridade

Eles nos alimentam

Além da necessidade

 

A essência dos frutos

Com tudo que se oferece da terra

Vem com o fluido

A água, o meio que os encerra

 

Linhagem é a essência

Do que cada um pode ser

Cada árvore guarda do que ter

Maça não é tomate por excelência

 

Do ventre pode-se o mesmo afirmar

Mas é da matéria que se pode falar

Cada alma ser espiritual

Legado de Deus, cada ser universal

 Quinto Zili

 

Luxo, 473

Luxo

Pode parecer exagero

E mero supérfluo

O luxo como tempero

O contraponto do lixo

 

Sofisticar e ousar

Às vezes foi preciso

Para diferenciar

O apagado do elísio

 

Demonstrar na aparência

Pode ser necessário

Às vistas impressionar

O peixe vender sem o precário

 

Não foi esse o luxo de Jesus

O impusemos o lixo na cruz

Mas o que Ele veio nos trazer

Nada tinha a ver com esse tipo de crer

 

Ele nos trouxe sim o maior luxo

Nos mostrou Deus verdadeiro

Em todos os sentidos, no total fluxo

Até a beleza no significado daquele madeiro

 

Só nós mesmos que não fomos capazes

De entender o que o luxo para o Mestre representava

Fomos ignorantes pertinazes

Olhamos o exterior, menos o que realmente importava

Quinto Zili

Púlpito, 536

Púlpito

Acima do povo se encerra

Majestoso, ao orador donde se falar

Dizer maravilhas a seu público

Fazendo todos calar

 

Odes e provérbios

Estrofes e discursos emocionantes

Orgulhos da palavra

Pungindo tudo que veio antes

 

Público muito atento

Parecia um sábio a se expressar

Quase nada de entendimento

Palmas soaram ao terminar

 

Assim são os púlpitos

Públicos e impressionantes

Por si só tocam os súditos

Sabem que lá o orador será sempre marcante

 

Jesus porém não ia a púlpito nenhum

Pregou mesmo ao rés do chão

Falava sempre ao povão

Pareceu como Deus se passando por ser comum

Quinto Zili

 

Evany, irmã querida

Oi Evany, hoje estive aqui

Feliz em te ver como a vi

Como você está bem

Como sua vida segue bem e além

 

Sim, você foi além das provas

Superou as expiações

Venceu seus resgates com sobras

Teu espírito distribuiu perdões

 

Assim é você minha querida

Que também me criou como filho

Minha irmã nesta vida

Que linda! Que vingaste no trilho

 

Tens muita sensibilidade

Nossos pais enxergaram bem isso

E o Chico te ajudou em verdade

E venceste até o corpo enfermiço

 

Teus mentores se alegram

Nossa família também

Todos que hoje te cuidam

Terão recompensas que convém

 Quinto Zili

Sorte, 157

 

Sorte

Ganhar ou perder, dinheiro na certa

Apostar pouco ou apostar muito

Vício ou não, tentativa esperta

Atalho pedido, desejo fortuito

 

Te enganas saber do desejo maior

Pedes com o empenho de motivo justo

Precisas da ajuda que venha superior

Para realizar promessas de mais alto custo

 

De verdade o que queres é folga da vida

Que caia do céu o premio geral

E exorta que vai se manter na sua lida

De humilde ricaço, não demonstrando tal

 

Bem entende o Pai que tu pedes errado

Teu desejo te distrai de teu melhor caminho

Mas com a tua insistência tomas cuidado

Sorte ou azar, porás tua vida em definho

Quinto Zili

 

Lixo mental II, 152

Lixo mental II

Nosso lixo mental sortido

Variamos os temas, sofisticamos

Além do agir errado

Por traz muito pensamento fermentamos

 

Tudo vai bem num belo dia

Então vem o apelo por mais um querer

Bastava continuar no vigiar que havia

Não frustrar, inquietar, nem rondar a agonia

 

Incompleto ou repleto, passamos viver

De um momento a outro tensão do nada

Vislumbrar um querer, criar o temer

O só ser agora, não satisfaz a jornada

 

Pensar por pensar é bobeira na certa

Fosse assim, melhor seria nada fazer

Criar fantasia embaça a alma desperta

O lixo criamos na mente, no ser

 

Lixo mental não é só o do mal

Muito sonhar à toa deixa o mesmo resíduo

Pensamento do bem sem trabalho braçal

Vira entulho também ao nosso indivíduo

 

Muito lixo mental, maior que o material.

Psicosfera poluída.

 

 

 

 

Amores, 531

Amores

Entre campos e pastos

Nos planaltos e serras

Sem limites e vastos

Até mesmo nas guerras

 

Onde se plante o olhar

Sempre encontraremos flores

Às vezes como pedras raras

Nos revelam veios de amores

 

Homens garimpam em minas profundas

Buscando as riquezas materiais

Como seriam se nas lavras imundas

Só procurassem os bens espirituais

 

As pepitas sempre são encontradas

Não importa onde sejam buscadas

Os amores são como tais

Riquezas superiores, mais colossais

 

Esqueçamos os rancores

Plantemos alianças e compreensão

Colheremos muitos amores

Além das belas flores de Deus a paixão

Quinto Zili

Tudo ll, 405

Tudo II

Ainda que nada falte

Mesmo que de nada se esqueça

A vida cá neste planeta

Pode só passar de leve esmalte

 

Vida plena material

Pouco fala da moral

De que vale ter-se tudo nela

Falo daquilo que não é querela

 

Digo do ser não de carne

Sem a veste após desencarne

Tudo que parecia ser alguém

Mal cai em si ao ver-se no além

 

Num átimo tudo vira nada

O vazio se expande

Pode parecer só um buraco fundo

E se ver de repente um pobre imundo

 

Todo mundo é igual

Tudo e todos ao natural

A desigualdade que se vê na vida material

Se revela outra e se nivela na vida espiritual

Quinto Zili

 

 

 

Escolhas, 186

Escolhas

O céu escolhe o mar no horizonte

As estrelas escolhem o céu no infinito

Nossos pés escolhem o chão rasante

Nossa mente o saber, o mais bonito

 

Criança prefere a mãe logo que nasce

A mãe dá leite ao filho, do próprio peito

Pai e mãe se escolhem e vem o enlace

Família monta a casa do seu jeito

 

A gente escolhe um deus que imaginamos

No bem um velhinho como um Noel

No mal um bruto com quem nos estranhamos

E a vida nos mostra o real sem o véu

 

Que Deus, o Único, também te escolheu

Te criou e Te deu todas as oportunidades

Escolhestes umas boas, outras nem mexeu

Recolhe os bons frutos e deixa as maldades

 

Acolhe e não escolhe de agora em diante

Faz o que o Cristo deixou em exemplo

Não perdes mais tempo ficando distante

Melhor das escolhas, o amor como templo

Quinto Zili

Sujeira, 261

Sujeira

A Mãe Natureza reclama

O Pai Moral nos reprova

Sujeira material se derrama

Lixo mental nos estorva

 

Tudo isso é o que fazemos

Por nossas mãos e almas mesmas

Sem limites do que podemos

Ruir e alcançar situações extremas

 

Quase sem retorno na destruição da Terra

Abalo moral não tem ficado pra traz

É certo que hoje somos melhores e menos guerras

Porém batalhas muito que hoje se faz

 

Muitas chagas expostas no claro e no escuro

As feridas abertas vão se purgando

Um mar de sofrer, violência e ódio puro

Mãe Natureza e Pai Celestial só observando

 

Nosso arbítrio é nossa lei contra o lixo

Sujeira são cavacos da forja do ser

Poluímos a Terra com largo capricho

Nossas almas se depuram no próprio crescer

Quinto Zili

 

Nada mesmo, 120

Nada mesmo

Às vezes nos percebemos como imperceptíveis seres no universo. Olhamos o céu à noite e enxergamos uma imensidão de escuro pilhado de outros mundos e vem uma noção de insignificância , de pequenez , de um não ser nada. Nada mesmo. Um nada no meio de um tudo.

Isso porque ainda achamos que o único planeta habitado e com gente inteligente é a Terra.

E quando pensamos na vastidão dos mundos também vem essa sensação  de atraso no tempo. Ainda matamos para comer. Matamos também por ódio e por vingança. Produzimos guerras. O único planeta habitado no universo destrói  sua própria natureza para sobreviver. Quanta demonstração de inteligência… Que adianta a filosofia sobre as galáxias se estamos acabando com a própria água e onde crianças morrem de fome e pela violência.

Nada mesmo. Somos nada e ainda nos falta humildade para reconhecer.

Mas temos solução e salvação. A consciência nos trará o caminho e devemos educar nossos filhos para isso. E tudo mudará. A única verdade.

Quinto Zili

 

 

Nada, 112

Nada

Ao universo estelar lançamos olhar profundo

Ou ao fundo  de nosso corpo mergulhamos

Tentamos entender todo esse vasto mundo

Buscamos compreender como funcionamos

 

Tudo está de frente à nossa cara

Podemos tocar muita coisa até mesmo

No entanto o amor ainda é coisa rara

Porque nada sabemos e falseamos à esmo

 

Queremos ter todas provas na vida

De onde termina o fim do mundo

De onde viemos para essa lida

Mas ainda o nada é mistério fecundo

 

Certeza só há mesmo de morrer todo dia

Nascer, renascer é tarefa diária

Entendermos o todo, prova que irradia

Nada saber de outras vidas na teia planetária

 

Tudo ou nada é dilema eterno

Saber o não saber eis a questão

Só o que é certo é que sem amor fraterno

Longe de Deus estaremos então

Quinto Zili

Diabo, 423

Diabo

Pior fantasia do homem

Alegoria da destruição

Que o ser humano veste

Quanto e quando quer parecer a peste

 

Pintam o diabo de vermelho

Quem ele é, o macabro

Onde mora e tal

Longe da casa moral

 

Fetiches e basbaques

Ignóbeis retoques

Quanto mais o retratam

Menos se faz destruí-lo

 

No fundo é o mal

Fantasiado de tudo

Passa por bom, por amigo

Deixa o rastro sempre de perigo

 

Espanta crianças, moços e velhos

Existe forte em nossa imaginação

Como figura e ser nada é

Mas como possibilidade é tudo até

 

Se o diabo fosse só o que pintamos

O bem já o teria vencido

É pior, mais forte, pelo fel movido

Feito do mal que nós mesmos praticamos

Quinto Zili

Bem-te-vi, 434

 

Bem-te-vi

 

Passarada

Amanhecer

Cantos

Acordar e crer

 

Bem-te-vi

Bem-te-vi

Também canários

Outros cantos ouvi

 

É a natureza que vive

Acordando o homem

Todo dia se repetindo

Incansável, como é lindo

 

Bem-te-vi, Bem-te-vi

Todos os dia estamos aqui

Assim Deus nos chama à vida crer

Com música e um Sol para cada ser

 

E a luz sempre é trazida

Há cheiros de mato e vida

Contemplar a grande oportunidade

De sentirmos o Pai em nossa identidade

Quinto Zili

 

Sentir, 396

Sentir

Estou aqui

Às vezes podes me sentir

Quem sou não importa

Nem tampouco porque abriu-se a porta

 

Cada qual segue o seu

Não releva quem seja

Mas deve ser pelo bem

De fato o bem que se almeja

 

O pensar é nossa união

Sem saber é fio de comunicação

Sentir é ainda mais

Quase trocar nossos sais

 

Misericórdia divina nos religa

Aqui volto em missão

Tropeços mútuos e fadiga

Nossos espíritos em comunhão

 

Deus supremo assim permite

Que se pague, se quite

Com o bem da ajuda limite

Nada mais separa o que é bom alvitre

Quinto Zili

Peste, 439

Peste

Forte expressão

Dá medo e dor

Pragas e sofridão

Traz mau cheiro e fedor

 

E não só ser física

Também se referir à moral

Corrupção de ambas

Assolam feito ondas

 

Peste já é palavra feia

Fugir dela que se esconde

Tem pernas e braços longos

Um abraço sem saber de onde

 

Mas temos melhor visão

Os espíritos nos trouxeram explicação

Doutrina reveladora, provedora

Consertos maiores vem como prova expiadora

 

Se é coletiva uma peste é solução

Nada é casual

Tudo tem relação

Em verdade tudo é causal

 

Doutrina trazida pelos Espíritos de Luz

Com Kardec, maestro a codificar

Nos cabe muito agora estudar

É caminho aberto até Jesus

Quinto Zili

Olhar, 430

Olhar

Que não seja um pedido falado

Ou gestual atado

Acaso não atenderás tal pleito

Movido pelo olhar tem maior efeito

 

Profundo

Carente

Sem palavras e eloquente

Olhar ardente

 

E o teu olhar

O que dirá

Chorarás em agonia

Ou te moverás  o corpo em sintonia

 

Correspondido um olhar

Entendido o problema

Passemos à solução do tema

Ajudar e fazer melhorar

 

Compaixão no olhar

Não é ter pena nem dó

É na verdade não pilhar

Nem fazer da caridade um nó

Quinto Zili

Mãe querida, 83

Mãe querida

Quantas vezes depois de sua partida chorei de saudade.

Da falta do seu carinho e de sua bondade.

Como era tranquilo todo o meu dia.

Pois sabia que ao chegar em casa, sua acolhida sempre teria.

Seu beijo, sua benção, suas mãos macias e quentes me tocando o rosto.

Me dizendo sempre palavras de bom gosto.

Queria mãe, voltar no tempo.

Bem criança me lembro, as dorzinhas de barriga que às vezes eram só medos que você pacientemente me ajudava e fazia a enfrentar com um toque, sempre que  me benzia.

Bastava um gemido e seu olhar me acalmava.

No frio seu calor é que me acalentava.

Papai impunha e você encobria.

Mas também era dura porém sempre com brandura.

A coisa melhor da vida, é lembrar da mãe querida.

Não acredito que um ser possa ser indiferente.

Não crer na magia que isso carrega em nossa mente.

Te amo minha mãe e que todas como você e tua fé, sejam abençoadas por Maria de Nazaré.

Quinto Zili

Vagas, 201

Vagas

Não temos vagas para santo

O anúncio estava na porta do céu

Virou-se o ateu com cara de espanto

Estou na porta errada, mundo cruel

 

Quis chamar alguém acima

Mas não iria blasfemar como bom ateu

Sentiu um certo clima

Que alguém lhe ouvia, mesmo assim não creu

 

Não queria ser santo, só queria entrar

Mas porque o aviso justo a ele estranho

Abriu-se a porta e de puro espanto

Havia muitos amigos e nenhum santo

 

Amigos do bem a quem sempre respeitou

Parentes queridos, olhares generosos

Gente que o respeitava, a quem sempre cuidou

Mas nem o tal ser supremo,  nem santos famosos

 

Todo bem que fez  em vida o lado de lá já percebia

Sem saber porque mas sempre  fez com amor

De repente tudo parou e a todos uma luz invadia

Ser superior surgiu trouxe a todos uma flor

 

O amigo recebeu uma especial das mãos daquele senhor

Nosso Pai te mandou receber a entrar e te dar este presente

Foste um filho exemplar e cuidou de muita dor

Ele viu lhe falavam de Deus, mesmo que foi irreverente

Quinto Zili

Cegos, 398

Cegos

Nessa ou noutra existência

Muito se vê mas pouco se enxerga

Vale pouco a visão

Se é sem compreensão

 

O cego espiritual é pior

O cego material, expiação ou prova

Sucessivas vidas corrigem para melhor

Muitas chances ao que se renova

 

Nascer e viver em dificuldade

Forçando se perder a vaidade

Ganhamos em humildade

Se entendermos o sofrimento como caridade

 

De Deus vem a missão

Te melhorar enquanto ajuda alguém

Sem um vintém terás o sucesso

O bem e o amor garantem o acesso

 

Ajuda o cego, quem lhe entende o porquê

De estar, e não ser, só deficiente do corpo

Um espírito vencedor não precisa de esmola

Tem mais a dar, é oportunidade de escola

Quinto Zili

Frágil,496

De Damascos a Marielles

Frágil nossa compreensão

Guerras, flagelos a nossas peles

Humanos cruéis alegam suspeição

 

Termos de condutas desvairados

Dirigentes e comandados

Por enquanto, perdida a equidade

Parecem só crer na injustiça e maldade

 

Onde estão os assassinos

A incúria encobre seus desatinos

Na espreita nos ronda a guerra

Fratricidas no planeta Terra

 

Frágil e fútil o entendimento

Moral estreita dos comandantes

Falta buscar as razões dos maus caminhantes

A vida não é próprio banimento

Quinto Zili

 

VOCÊ , 169

VOCÊ

És a fala que a todos cala

A rota correta

Caminho bendito

 

A vida como escola

Chuva que alerta

Aconchego do aflito

 

Nossas almas queres salvar

Do embate eterno

Prejuízos minorar

O alívio paterno

 

Me pego pensando em VOCÊ amigo

Irmão , mestre e senhor

Tú és guia, modelo, total abrigo

Da libertação do sofrer e da dor

 

Punge em nosso ser tua mensagem

És o carvalho de nossa floresta

Celeste na Terra a tua passagem

É tua, casa do amor, a festa

 

Jesus nos guie, inspire, ilumine e proteja.

Amém

Quinto Zili

 

Esmola, 259

Esmola

Atitude de amparo

Ajuda humana pro bono

Lampejo de reparo

Das hostes do abandono

 

Poder de desapego

Atitude de humildade

Não vale agir com medo

Se trata de caridade

 

Desprezar o humilde pedinte

Se ver livre do incômodo

Não é honesto requinte

Essa esmola revela abandono

 

Terás de dar do que te falta

Como o óbolo da viúva representa

Se é mera sobra em tua pauta

Esforço barato que tua vaidade acalenta

 

Para quem pede, difícil postura

Para quem doa só vale com amor

Comunhão de boaventura

Foi Deus a unir quem pede e doador

Quinto Zili

Flores, 397

Flores

Se tem beleza natural

São flores nas vidas

O homem as vê

As planta, queridas

 

Natureza a divina mãe

Onde tudo floresce

Uma semente, Sol e água

Está feito, como prece

 

A prece da beleza

Da sabedoria dos milênios

Registros da natureza

Banquete de gênios

 

Postas aos olhos

Flores multicoloridas

Frescor e aromas mil

Riquezas que fluem sem fio

 

O mundo é melhor com elas

Flores demonstram o amor à vida

Enternecem e até florescem na pedra

Para o espírito o bem que medra

Quinto Zili

Aceitar, 379

Aceitar

O que vem do outro

Como ele é

O que ele sente

Um contato diferente

 

Sem fazer distinção

Nem julgamento

A qualquer tempo um olhar

Ajudar no que precisar

 

Aceitar simplesmente o outro é simples não

Mas facilita a aproximação

Resolve melhor a relação

Não busca pedestal de antemão

 

É prova de humildade

Ajusta a intimidade

Dá inicio à proximidade

Conduz ao amor e a caridade

 

O outro lado da moeda é ainda melhor

Quando se é aceito como se é

É tu que receberás então

A dose de amor que traz a aceitação

Quinto Zili

Limites, 189

Limites

Poder tudo pode; mas incomoda

Não há fronteira incalculável

Nem a morte como última poda

Do limite eterno imensurável

 

Ilimitado em Deus repousa todo quê

Quem cria sabe até onde vai

O que se sabe, quem mesmo Nele não crê

Desejam e temem o que os atrai

 

Na atração ao que se desconhece

Reside todo o imenso conhecer

Mesmo do novo que se evanesce

O farto repasto do se envolver

 

Sem desmerecer o desconhecido

Até o medo é teu parceiro

Oportunidades são o bem merecido

Deus nos concede o livre arbítrio derradeiro

 

Quais são os limites que se admitem

Os do próximo com certeza

Tolera, resiste ainda que teus olhos evitem

Aceita de Jesus as verdades da ceia à mesa

Quinto Zili

Susto e arroz, 235

Susto e arroz

Bom ou não, para que serve um susto

Se não ajuda também não atrapalha

Mas onde e como o susto pode ser justo

Onde menos esperamos e onde se trabalha

 

Do nada aparece uma situação

Preparado estava e tudo havia estudado

O evento no entanto vem como demonstração

Sempre existe um efeito inesperado

 

Como num experimento os ingredientes colocamos

A esperar o sucesso mesmo contando com o fracasso

Eis que o susto invade o laboratório em que estamos

O mestre nos fita percebendo a desdita, ajustando o traço

 

O sentido do susto é benéfico quase sempre

Só não ajuda quando vem pelas costas

Quando assim acontece poder ter paciência, estofo no ventre

O infortúnio chegou, peça ajuda a Deus, não é uma aposta

 

Na luta diária certo susto sim assusta

Oração é remédio sempre antes, durante e depois

Certeza ajuda vem do alto, do lado, de onde se busca

Deus não esquecerá de ti, mas esteja a ele ligado como o hábito de comer arroz.

Todo santo dia.

Quinto Zili

Silêncio, 252

 

Silêncio

Quietude é aliança

Paz na boa conversa

Fonte de temperança

Da turbulência, adversa

 

O silêncio facilita

O mergulho interior

Tranquilidade possibilita

Te encontrar com o superior

 

Mas silêncio só externo

Não resolve tudo não

Precisa aquietar o pensamento

Relaxar a interna tensão

 

O motivo vem de dentro

São coisas de vidas lá de trás

É remoque de outro tempo

Faz barulho, se mantém vivaz

 

Deixa a porta sempre aberta

Para tudo melhor fluir

Porém mantém o aviso de alerta

Pensar no bem para o mal se evadir

Quinto Zili

Liberdade, 393

Liberdade

Apurada a visão

Noção melhorada

Percepção elevada

Eis a questão

 

Do fundo da alma

Ao fulcro da mente no pensar ativo

Quer seja tua consciência

Quer seja do inconsciente coletivo

 

Almejada liberdade

Tolerada preguiça

A vida cortejada

Indevida cobiça

 

Fugir da obrigação

Correr da maior verdade

Tudo é tentação

Ilusão do querer liberdade

 

Nem morrer te libertará

Ao renascer falsa prisão terá

Condição de escolha sempre nos foi dada

Não há cárcere, grilhão, nem nada

 

Punir-se por tudo, a questão em si

O que deves é o mal que fizeste a ti e outros sem exceção

E o bem que deixaste de fazer aos outros e a ti

Liberdade é estado de espírito do ser em evolução

Quinto Zili

Começo, 173

Começo

Iniciar e quebrar toda a inércia

Ponte a ser construída

Pensando em sair do fim que começa

E tudo espantar que te impeça a saída

 

Em termos de vida quem para se atravessa

Se for só intervalo cuidar que não dure

Recomeça o trabalho que te enobreça

O tempo não para, melhor te apure

 

O duro começo em tudo é difícil

Mas busca coragem, desejo e vontade

Não se atrapalhe, começa o centil

O primeiro passo é quase a metade

 

Ouvir o chamado é de bom alvitre

Não pense que algum dia esteve sozinho

Há sempre um amigo, não recalcitre

No enlevo de ser pioneiro mesquinho

 

Para o início se dar, se coloque humilde

És engrenagem do todo e não pode falhar

Postura de destaque só terás se te lide

Ao trabalho se entregar, se forjar para amar

 

Começar é amar, trabalhar com Jesus

O chamado é Dele que te conduz

Quinto Zili

Problemas, 275

Problemas

Dependemos deles

Nos afastamos

Evoluímos com eles

Os detestamos

 

Paradoxos

Não os entendemos

Sempre tem os próximos

Às vezes os escondemos

 

E os bons problemas

Melhor seriam

Maldizemos os temas

Quem os queriam

 

Ficam para traz

Os esquecemos

Há um pertinaz

Que desenvolvemos

 

Esse pior, o mais difícil

O da morte

Teu reinício

Boa sorte!

Quinto Zili

Dúvidas, 258

 

Dúvidas

Porque as temos tantas

Essas companheiras da incerteza

A vida traz não só quantas

Perguntas de toda natureza

 

Longe de ser ruim ter dúvidas

A minha, a sua, as nossas todas

Todas justas em nossas vidas

Mais do que justas, por nós mesmos havidas

 

A dúvida maior; da existência

Levamos ao túmulo sem entender

Desde o nascer na nossa vivência

Buscamos o sentido na vida se crer

 

E a dúvida pior, aquela mais ingrata

A falta de fé, demorada a entender

O que é acreditar mesmo sem ter visão exata

Crer em Deus Pai, real em nosso ser

Quinto Zili

Transporte, 255

Transporte

Te levar bem longe

Ou só daqui até ali perto

Pode ser de velho bonde

Ou bólido caro decerto

 

Rico ou pobre necessita

Sem transporte não se fica

Uso público ou particular

Coletivo ou individual usar

 

Esses meios que conhecemos

Pela terra ou pelo ar

São os que concebemos

Por enquanto a nos levar

 

Mas haverá um tempo chegar

Como se diz em ficção

Daqui pra li me transportar

Sem veículo algum me levar

 

Do passado até hoje enfim

Nunca se viu mas já se falou

Teletransporte será possível sim

A tecnologia que vemos só começou

Quinto Zili

Padroeira, 312

Padroeira

Maria Mãe querida!

Anjo maior desta vida

Geraste o príncipe do amor

Criaste o rei deste planeta

 

Não houve fogos nem trombetas

Mas sim o anúncio pelas estrelas

Deus assim pôs em prática

Plano maior a salvar todas ovelhas

 

Vosso filho Cristo, Padroeira

Que comanda esta Terra prometida

Só quem vos chama de mãe verdadeira

Tem amor tão grande, sem medida

 

Somos vossos filhos ausentes de paz

Todos carentes a vos chamar

Clamando pela vossa ação tenaz

Que todo mal desfaz ao vosso simples olhar

Quinto Zili

Amigos II, 140

Amigos II

Quantos amigos podemos ter

O universo pode estar cheio deles

Quantos inimigos podemos haver

No universo criamos todos eles

 

O tom numa conversa qualquer

O olhar lançado mais duro

O pensamento criado alter

A ver inimigo no escuro

 

Faísca do mal, bem fácil aparece

Vem do nada , surge espontânea

Tememos por ela, fugimos com prece

Sem quase domínio, espalhando cizânia

 

Faísca do bem, gerada no amor

Condição de quem fala pelo coração

Tememos não tê-la; dificuldade interior

Domínio do bem quando entra em ação

 

Entre o bem e o mal que podemos gerar

Deus nos deu o arbítrio para a evolução

Ao julgarmos tudo no viver e criar

Vemos que Ele não julga; mas assim faz nosso coração

 

Amar o próximo como a ti mesmo.

Quinto Zili

Espelho, 254

Espelho

Melhor espelho que nossa vida

Que retrata a alma de um todo

Formato e essência atribuída

Nos mostra tudo sem engodo

 

Nossa maior dificuldade

Enxergar o tal espelho

Fugimos dele na verdade

Atentos esguiar do real conselho

 

Vemos tudo que está no entorno

Sem perceber no entanto o detalhe

Que o espelho só mostra o contorno

O conteúdo nos cabe o entalhe

 

Somos o reflexo de tudo um pouco

Pois que a vida é o espelho verdadeiro

Todo o irmão enxerga o que temos de louco

Cada um de nós é um médico obreiro

 

Só ver nos outros os defeitos extremos

É não entender onde o espelho descansa

Não é só na parede onde julgamos o vemos

Mas no limite donde a alma o ver alcança

Quinto Zili

Paciência, 239

Paciência

Na paz e na ciência

Na ciência da paz

Na plena consciência

Atitude que apraz

 

Calma no ouvir

Humildade no olhar

Tranquilo sem ferir

Bondade no falar

 

Paciência é meio e fim

Tentar é caminho a seguir

Ousar se contestar enfim

Poder o orgulho ferir

 

Ouça a mais

Até ficar rouco

Sê paciente e calai

Amolece o coração só mais um pouco

 

Se achou que ainda é vago

Ser paciente é não ser orgulhoso

Amar a própria voz, grosseiro afago

Apreciar a do outro, respeito zeloso

Quinto Zili

Abraço, 198

Abraço

Meus braços envolvem um você

Um você me devolve o melhor

Volto minha vista à sua mercê

Se cala tua voz, passou o pior

 

Trocada a energia que nos envolveu

O meio nos deu o possível benefício

Fiquei de um você o que pôde ser meu

Dei a esse ti o que senti desde o início

 

Abraço nos trouxe a alma em Jesus

Calor na troca, amor envolvente

Cada um pode sentir o bem que conduz

O amor é o ar que o carente mais sente

 

Intensa a sensação num abraço de amor

Cura toda ferida de dentro pra fora

Se fora era ferida, a matéria teve a dor

Dentro, o espírito, traz melhora que aflora

 

Este abraço foi Deus quem nos deu

Agradeçamos pois o enlevo divino

Do cosmo o fluido maior nos benzeu

Jesus de Deus nos legou o pão e o vinho

 

Jesus nos guie, inspire, ilumine e proteja.

Amém

Moral, 388

Moral

As leis humanas

Versus as leis naturais

Essas, plenas e totais

Aquelas, mundanas

 

Nada de errado com nossas leis

Seriam justas se iguais para todos

Quanto mais assim tenhamos

Mais de Deus perto chegamos

 

Civilização ainda não é prova

Também não só evolução tecnológica

É da moral que o Cristo nos fala

Pouco ainda do espírito nos cala

 

Religiões várias

Explosões de fé

Às vezes parece damos ré

De tão falhas nossas intenções primárias

 

Queremos muito

Doamos pouco

Pouca caridade sincera

Ainda o bem, só quimera

Quinto Zili

Importante, 143

Importante

Caminhar constante e sempre de dia

A noite foi feita pra descansar

Volitar pode ser opção, boa guia

Mas é para poucos no entanto alcançar

 

Ser simples e fiel no íntimo ser

Moda vem nos trazer muita sofisticação

É prudente olhar mais o seu do que o meu

Inveja mostra por traz muita complicação

 

Se te importa muito com tua aparência

Vasculha o baú do passado distante

Foste demente e pedinte sem importância

Hoje pareces dândi, belo infante

 

Não é importante como o outro lhe vê

Vale na vida como tu te apresentas

Cartão de visita da aura se lê

Verdade maior, não é a que aparenta

 

Focas então o teu cerne importante

Alivias o peso da madorra aos seus

Contamos num dedo o mandamento relevante

Amar teu próximo como amas a Deus

Quinto Zili

Partida

102

Partida

 

Sensação de vazio me invade

Bloqueio dos sensos gerais

O escoar do dia se impede

Do falar e do tecer mentais

 

Fui embora, não sinto o brilho

Ficou só mesmo um leve atino

Parece que perdi todo o equilíbrio

Me sobra pouco, um leve fascínio

 

Me chega de volta então um suspiro

De vida deixada há pouco de lado

Meus pés voltam , me ergo e respiro

Me vai passando o torpor gelado

 

Consigo lidar novamente com a luz

Peço Mãe Maria me conceda seu colo

Vejo de novo a figura de Jesus

Rogo a Deus quebrar o protocolo

 

Acabei de chegar por fim do outro lado

Sinto todos os meus, próximos comigo

Não mais sinto aquele vago atrelado

Vejo então que me aguarda um amigo

Quinto Zili

Amigo

99

Amigo

 

Quero hoje te falar meu amigo

Sempre estivemos juntos nessa vida

Mesmo quando não me sentes contigo

Nunca me paira a menor dúvida

 

Se escolhi te acompanhar a jornada

E tú nem sequer sabias disso

Porque Jesus assim nos agrada

Permitindo um a cuidar do outro em serviço

 

Hoje em dia me queres conhecer

Tentar desvendar minha graça

Mas antes de teu berço saber

Já éramos conhecidos de outra praça

 

Que importa saber de detalhes agora

Se nossas vidas dependem um do outro então

Mesmo que fomos inimigos outrora

 

Hoje participo e te ajudo em tudo

Sem vislumbrar nem paga de tostão

Mas que iremos crescer juntos sobretudo

 

Deus te ilumine a caminhada

Já que nos merecemos mútuo convívio

Poderemos crescer e evoluir nesta jornada

E prestar contas a Jesus com mútuo alívio

Quinto Zili

Terras

278

Terras

 

Chão de pisar

Por onde ando

Terra de plantar

Colheitando

 

Ciclo de vida

Plantar, colher

Terra servida

Nos dá de comer

 

Terra não é propriedade

Deus não nomeou tabelião

Nada nosso, nem metade

Documentos não vão no caixão

 

Toda terra é de Deus

Natureza é dádiva maior

Retiras dela o sustento dos teus

Tuas cinzas a adubarão melhor

 

Destruir o orbe como o homem faz

Esquecendo de quem é a real propriedade

Talvez um dia seja capaz

Compreender seu papel aqui, pura necessidade

Quinto Zili

Máscaras

274

Máscaras

 

Não sendo carnaval

Porque usar todo dia

Cara lavada não faz mal

Ou sinceridade é utopia

 

Nós humanos da Terra

Raça da inteligência

Supremacia em si encerra

Tememos o confronto na essência

 

Ser claro e despojado

Mostrar semblante altero

Orgulho é redobrado

O medo mais sincero

 

Somos dúvida pura

De tudo e todos duvidamos

Orgulho é tese segura

Abrange tudo que pensamos

 

Sem máscaras seria razoável

Alvitre e aceitação sem vaidade

Impera no entanto o insondável

O achar superior, distinta humildade

Quinto Zili