Nada, 112

Nada

Ao universo estelar lançamos olhar profundo

Ou ao fundo  de nosso corpo mergulhamos

Tentamos entender todo esse vasto mundo

Buscamos compreender como funcionamos

 

Tudo está de frente à nossa cara

Podemos tocar muita coisa até mesmo

No entanto o amor ainda é coisa rara

Porque nada sabemos e falseamos à esmo

 

Queremos ter todas provas na vida

De onde termina o fim do mundo

De onde viemos para essa lida

Mas ainda o nada é mistério fecundo

 

Certeza só há mesmo de morrer todo dia

Nascer, renascer é tarefa diária

Entendermos o todo, prova que irradia

Nada saber de outras vidas na teia planetária

 

Tudo ou nada é dilema eterno

Saber o não saber eis a questão

Só o que é certo é que sem amor fraterno

Longe de Deus estaremos então

Quinto Zili

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