Amanhã, 34

Amanhã

Algumas palavras de amor para levar a alma perto de Deus.

Nossas vestes aqui refeitas são de pouca monta. Já fomos grandes e retortos.

Nos tempos da pedra fazíamos tudo sem técnica mas era como sobrevivíamos.

Luz era do sol e do fogo. Água da chuva e dos rios. A comida não estava na geladeira nem no mercado.

O amor parecia só existir quando uma cria era vista sendo amamentada e cuidada pela mãe.

Custou muito a vermos a palavra construindo relações.

O grito era o trovão. O olhar era o raio. A luta eram os gestos das tempestades.

Ódio e raiva não precisavam ainda da palavra.

Quando as palavras puderam encontrar ouvidos e mentes já o homem carregava uma grande carga de imantação. Já havia um estoque de culpas, remorsos e sofrimentos suficientes para prendê-los ao lamaçal da discórdia.

As palavras quando começaram a ser escutadas tornaram o homem mais arte e menos parte. E novas luzes se fizeram para levá-lo mais próximo de Deus.

Nas palavras hoje ditas e escritas já lemos o amor e Jesus nos trouxe um exemplo de como melhor agir.

Que Deus nos permita ainda vivermos neste planeta algo infinitamente melhor do que por hoje somos.

Quinto Zili

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