Pouco

Quanto

Mais

Menos

Entre tanto

 

Com tanto

Meio cheio

Meio vazio

Por tanto

 

Não é muito

Vale o intuito

Parece oco

Parece pouco

 

Sentimento

Puro

Sofrimento

Duro

 

Leve ou pesado

Como jugo

Mas muito julgo

Meu ser, lesado

 

Pensar louco

Falar mudo

Amar pouco

Faltar tudo

Quinto Zili

1056

Nome da flor: Vida

Toma essa flor pra ti minha irmã, meu irmão; ela se chama Vida.

Percebe seu perfume.

Todo dia de manhã te acordarás lembrando como é o sentir o aroma bom da Vida.

Seu caule fino onde a seguras pela mão é cheio de espinhos, porque é de sua natureza,  mas isso não diminui em nada sua beleza.

Se achar difícil segurá-la lembra-te que só há um jeito, com suavidade e firmeza, com certeza junto ao peito.

Onde tuas mãos a tocarem ela sentirá tua intensão, e se for com pensamento firme e com amor, cada espinho se transformará e te mostrará como seu caule é gostoso de segurar, sem dor.

Suas pétalas, essas se abrem todo amanhecer e só se fecham ao anoitecer ou se você optar pela tristeza. Isto mesmo, teu olhar para ela é que a alimenta com certeza.

Regue-a sempre com a água da paz do teu coração e adube-a sempre com o sorriso do teu olhar como oração.

Aceita essa flor com o nome Vida como meu presente. Cuide bem dela como se fosse o último que você fosse receber. E acredita que essa Vida te trará sempre algo melhor ao teu ser.

E sua beleza será tanto maior e imensa se ao plantá-la no teu jardim deixá-la próxima de outras, mesmo de crenças diferentes. Ela irá se sentir bem e terá a sombra das maiores e fará sombra às menores nascentes.

Tome essa Vida como tua  daqui em diante, e não te esqueça que quem te deu te ama como o ser mais importante.

Quinto Zili

277

Gentileza

Homem das cavernas

Constantes ameaças

Medo lhe corria as pernas

Natureza só lhe trazia trapaças

 

Milhares de anos a finco

Passado longínquo

Lar e família eram distantes

Pouco do hoje havia no antes

 

Percebeu o ser um dia

Depois de muita dureza

Habilidade quase não se via

Agir por impulso de uma gentileza

 

Noutro dia nasceu como sutileza

Descobriu um valor novo

Um gesto foi assumido entre o povo

Se tornou hábito traduzindo pureza

 

Hoje temos mais dessa atitude

Que convidam as relações à gentileza

Muitos a servem com cuidado amiúde

Nem todos entendem sua beleza com certeza

Quinto Zili

384

Dinheiro

Esse papel colorido e pintado

Que manda no mundo que habitamos

Com rostos e bichos impressos em cada lado

No dólar até inscrito, que em Deus confiamos

 

Quanto mais o temos

Mais o ter o queremos

Quem nem um pouco o possui

Lamenta que Deus o exclui

 

O dinheiro não é mais que um símbolo

Mas remunera o justo trabalho

Se muito fácil no entanto ele vem

Geralmente se vai pelo mesmo atalho

 

Ele não é do mal

Nem tampouco do bem

É como usar o sal

O abuso jamais convém

 

Dinheiro não tem moral

Mas não é só culpa dele próprio

A riqueza é de um poder fatal

Sem equilíbrio ela se torna o ópio

 

Que com o dinheiro não mais briguemos

E nem por ele, ainda menos

Talvez um dia sem ele viveremos

Mas hoje ainda é a moeda de troca que temos

Quinto Zili

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