Sorte II

 

Prêmio à dedicação

Como também a dirão

Sopro de Deus na vida tua

Como que mais

Ungido pela Lua

Ajuda mágica ademais

 

Sorte pode ser tudo

Até falta de azar

Mas o que mesmo é

Na real, só o colher do plantar

 

Colheitas desta vida

De vidas passadas

Refletem a ação

Na forma da reação

 

Sorte não é algo a mais

Pois nada é por acaso

Experimenta começar a fazer só o bem

Muito menos mal sofrerás também

 

Sorte não é luxo

Loteria não é sorte

Pode até ser infortúnio

Espreita do lobo em plenilúnio

 

Queira estar sempre em sintonia

Pense na sorte de havermos Jesus conosco

Nosso planeta Terra ainda em distonia

Esse sim, sem Ele, um universo tosco

Quinto Zili

521

 

 

 

Passado, 577

Passado

Paixões fazem borboletas no plexo

Medo, dor de barriga

O amor uma entrega que abriga

A compaixão, algo mais complexo

 

O corpo vestindo o espírito imaterial

Reage a tudo e a todos

Auras se entrelaçam em bodas

Num artesanato divino surreal

 

Vida é pureza e simplicidade

Da natureza recebemos o amar

Mas complicado é nosso pensar

Querer de dominar, total ansiedade

 

Passado se esconde das atuais jornadas

Bendito o véu do olvidamento

Lembramos apenas de algum sentimento

Insuportável seria conhecer vidas passadas

 

Busquemos o bem afinal de contas

Este será maior hoje e amanhã com certeza

Levemos nossas vidas hoje com mais leveza

Aos males do passado, resgates às montas

Quinto Zili

Simples, 621

Simples

Todo estudo em andamento

Farto e dedicado

Uso da mente

Clarear do conhecimento

 

Dá trabalho fazer

Pesquisar a fundo

Meses e anos às vezes

Controlar resultados revezes

 

Começar complexo e intrincado

Distinguir teses de realidades

Hipóteses caem ou viram verdades

Intuição vem como recado

 

Depois da transpiração

Benvinda a inspiração

Resulta  o simples como solução

Para criar o óbvio à população

 

São assim os inventos

As descobertas viram até luxo

Tornam a vida mais simples

Embora o caminho seja árduo fluxo

 

Simples vale lembrar como é o bem

É o que se opera pelo amor

Como a providência da caridade

Como tudo de valor na vida em verdade

Quinto Zili

Gratidão, 471

Gratidão

A minha mão, se toca a sua

Se meus olhos cruzam com os seus

Nossos sentimentos se misturam

Os pensamentos se encontrarão

 

A figura se formará uma só

Um conjunto se estabelecendo

No mesmo diapasão

Uma canção harmoniosa acontecendo

 

Quando gratidão nos inunda

O corpo e a alma transpiram

Exalando um suor de amor

A dor que se sentia perdeu a cor

 

O matiz escuro do sofrer

Migrou, perdeu o tom da amargura

Mágoa escoou e abriu espaço

O ser recriou a aura em fino traço

 

Gratidão abrange todo o ser

Completude maior que o ter

Amplitude dos sentidos que acolhe e bendiz

Entrega no agradecer, o diploma do amor ao aprendiz

Quinto Zili

Conversas, 253

Conversas

Convívio, relacionamento

Comportamentos do ser

Em todo tempo

De cedo ao anoitecer

 

O que se diz por aí

E o  que se ouve falar

Faz sentido a ti

Me remete também a pensar

 

Os fatos que se conta e se escuta

E isso  vira e repete

Que entre dois é permuta

Um só tête à tête

 

Se séria é conselho

Se branda é ajuda

Mas se for como relho

É conversa muda

 

Falar e ouvir é bem natural

Espontâneo aos corpos afinados

Parece coisa material

Mas é o espírito  a reter significados

Quinto Zili

Costumes, 244

Costumes 

O hábito faz o monge

Ditos, provérbios, costumes à tona

Andando se vai ao longe

Quem tem boca vai a Roma

 

Para ser feliz não precisa muito

Para muitos basta pouco, só o dinheiro

Para poucos só o amor como intuito

Para a maioria falta tudo, o tempo inteiro

 

Hábito se cria como o acontecer

Força se espalha ao envolver da alma

Quando ela mergulha no rio do saber

Que a leva fora dos costumes com calma

 

Alvoroço da descoberta

Os costumes bloqueavam tudo

Criou-se o caos na mente aberta

Abriu-se o lacre, novo conteúdo

 

Afinal porque toda essa mudança

Sem mudar não se descobre

O que vale é a alternância

Pois que um rico um dia vira pobre

Quinto Zili

Bússolas, 78

Bússolas

Rumos e caminhos traçados no passado são as nossas genuínas bússolas.

Nos guiamos verdadeiramente por aquilo que planejamos e pela condução via inspiração de nossos guias e os bons amigos espirituais. Nos encontramos em condição privilegiada. Nosso livre arbítrio no entanto, sim, pode quebrar a bússola e ela ainda assim nos será trazida a tempo e após conserto nos será oferecida mais uma vez para nossa redenção e por misericórdia divina. Tudo isso até mesmo numa mesma encarnação. E é o que bastante acontece.

Nossos instintos, fortes aliados da sobrevivência, hoje em dia já são superados pelo bom senso e pela inteligência emocional aplicada à fé. Esta funciona como o azeite da lamparina velha, sempre pronta a ser usada quando falham os modernos circuitos das luzes da atualidade.

Não seremos os apóstolos de Cristo Jesus tão cedo, por óbvio, mas há quem já se esteja aventurando às mandíbulas dos leões em pequenos coliseus íntimos provando suas mais benditas obras no caminho do Mestre.

Salvem os Discípulos.

Quinto Zili