Caboclo

Caboclo

Minha mãe do céu, Ele ainda nos deu o perdão

Será que isso mesmo que aconteceu

O Homem veio em nome de Deus

Crucificamos o Cristo, ao lado de ladrão

 

Se Ele alguma coisa roubou

Foi o mal dos corações

Mas nem mesmo isso fez

Só o bem plantou, nada levou

 

Sou um caboclo destemido

Sofrido e carcomido

Vim de longe para dizer

Como é lindo esse fazer

 

Escrever nunca me foi fácil

Eu não saberia esse conhecer

Hoje sou até professor

Mas o que ensino é o bem querer

 

Aprendi com Ele Jesus

Que já de longe é pura luz

Depois de eu muito errar

Na graça de Deus pude Ele encontrar

 

E deixo abraço de caboclo matuto

Quem lembrar de mim não carece luto

Aqui se vive mais e se trabalha bem mais que aí

Olha para o céu, quanto amor e quanto bem vem daqui

Quinto Zili

545

Elo com Deus: Páscoa

Elo com Deus: Páscoa

Doce olhar de Jesus.

Nos confunde. Tanto poder e tanta verdade. Tanto amor e nenhuma vaidade. Tanta vida e viveu tão pouco entre nós.

Quando veio o tempo parou. A natureza mãe se fez de palco para sua passagem e o céu deve ter ficado mais iluminado por trinta e três anos seguidos. Era muita energia concentrada num só corpo.

Imaginar que um espírito pleno de luz se fez passar por gente como nós para que apenas iniciássemos nossa crença em algo realmente puro, maior e pleno. A fonte da própria luz divina veio até nós encurtando nosso esforço em descobri-la.

Até isso Deus permitiu acontecer para nós, seus pobres filhos, tivéssemos uma oportunidade entre tantas, porém, de sublime diferença.

O elo com Deus.

O Espírito da Verdade.

Jesus, a páscoa de todos os dias.

Graças a Deus.

Arte

Arte

Um pincel na mão

Uma talhadeira

Uma ideia em execução

Arte se tornando inteira

 

Uma poesia de toque

Uma canção melodiosa

O esculpir sem retoque

Mesmo a arte religiosa

 

A alma transbordando

Dobrando a fronteira

Rompendo, ultrapassando

Sentidos em fogueira

 

Liberdade à arte

Comunhão espiritual

Todo mal à parte

Do veio do bem descomunal

 

Ousar-se pintar o sete

Quando Deus nos tem compaixão

O feio na arte não se repete

Pequeno registro da má inspiração

 

Pintura maior, o infinito do céu

Onde os outros mundos viram estrelas

Arte suprema por Deus o pincel

Beleza sem fim, de podermos vê-las

Quinto Zili

856

Amores

Amores

Entre campos e pastos

Nos planaltos e serras

Sem limites e vastos

Até mesmo nas guerras

 

Onde se plante o olhar

Sempre encontraremos flores

Às vezes como pedras raras

Revelando veios de amores

 

Homens garimpam minas profundas

Buscando riquezas materiais

Como seriam se nas lavras imundas

Só procurassem os bens espirituais

 

As pepitas sempre são encontradas

Não importa onde sejam buscadas

Os amores são como tais

Riquezas superiores, mais colossais

 

Esqueçamos os rancores

Plantemos alianças e compreensão

Colheremos muitos amores

Belas flores de Deus ao coração

Quinto Zili

531