Clarear, 644

Clarear

Na cabeça a inspiração

Um lampejo

Desde lá do Tejo

Como nova iluminação

 

Reverente o ser

Que reluz mesmo morto

Não está mais absorto

Ver e sentir seu renascer

 

Tralhas ficaram para trás

Os porquês se deslindaram

Poder da mente se refaz

 

O passado se foi para marcar

As paisagens se aclararam

O presente já não é mais só recordar

A. Q. 

 

Fluxo, 643

Fluxo

Do corpo carne

Ao espírito alma

Tudo flui em calma

Nada em alarme

 

Do nada ao tudo

O olho que não vê

Como mal se crê

O pó da vida mudo

 

Cabe no meu entender

Foge de meu crer

A luz agora é jasmim

 

Foi o bálsamo do devir

Aquilo que se foi a sentir

Quando alguém ouviu a mim

A. Q.