Elo com Deus: Páscoa

Elo com Deus: Páscoa

Doce olhar de Jesus.

Nos confunde. Tanto poder e tanta verdade. Tanto amor e nenhuma vaidade. Tanta vida e viveu tão pouco entre nós.

Quando veio o tempo parou. A natureza mãe se fez de palco para sua passagem e o céu deve ter ficado mais iluminado por trinta e três anos seguidos. Era muita energia concentrada num só corpo.

Imaginar que um espírito pleno de luz se fez passar por gente como nós para que apenas iniciássemos nossa crença em algo realmente puro, maior e pleno. A fonte da própria luz divina veio até nós encurtando nosso esforço em descobri-la.

Até isso Deus permitiu acontecer para nós, seus pobres filhos, tivéssemos uma oportunidade entre tantas, porém, de sublime diferença.

O elo com Deus.

O Espírito da Verdade.

Jesus, a páscoa de todos os dias.

Graças a Deus.

Controle

Quem controla a Natureza

Um único Deus, na leveza, na beleza

Não o homem carnal

Não o homem espiritual

 

Em verdade abusamos

Nos descontrolamos

O supérfluo se tornou essência

Até o mau uso se faz da ciência

 

Ilusão de termos o controle

Enquanto o caos emerge do nada

Um dia se entorna o bule

Tragédias sem hora marcada

 

Daí nos surpreendemos

A Natureza culpamos

Do todo pouco entendemos

O caldo da vida sequer saboreamos

 

É o aprendizado no limite

O Pai e o Mestre nos aguardando

Enquanto a Natureza nos permite

Ousarmos destruí-la, mesmo ela nos educando

Quinto Zili

748

Perdão, 390

Perdão

Notadamente difícil

Senão quase impossível

Tomar um gesto

De assumir um resto

 

Passar a borracha no ser

Apagando um passado

Ou poder esquecer

O que lhe fizeram de errado

 

Perdão é para poucos ainda

Toque da mão de Deus

Raiva já que se findou

Só para quem ama até os inimigos seus

 

Muito grande e completa

Atitude e pensar maior

Perdoar de verdade como atleta

No exercício da alma superior

 

Envergar a excelsa qualidade

Se e após depurar muitas sensações

É prova e obra do espírito na verdade

Lastro a somar em sucessivas encarnações

Quinto Zili

Terras, 278

Chão de pisar

Por onde ando

Terra de plantar

Colheitando

 

Ciclo de vida

Plantar, colher

Terra servida

Nos dá de comer

 

Terra não é propriedade

Deus não nomeou tabelião

Nada nosso, nem metade

Documentos não vão no caixão

 

Toda terra é de Deus

Natureza é dádiva maior

Retiras dela o sustento dos teus

Tuas cinzas a adubarão melhor

 

Destruir o orbe como o homem faz

Esquecendo de quem é a real propriedade

Talvez um dia seja capaz

Compreender seu papel aqui, pura necessidade

Quinto Zili

Compromisso

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Compromisso

Permita meu Deus que percebamos o que não vemos e sintamos o que não tocamos. Amigos nos ajudam nesta vida e só percebemos muito tempo depois, às vezes uma vida inteira. Combinado algo muito importante lá atrás mas simplesmente  esquecemos de cumprir.

Então a vida de um jeito ou de outro nos põe de quatro e como animal nos portamos submissos e coitados a implorar por aquilo com que já trazíamos e nascemos mas esquecemos de cuidar. Sempre esteve conosco e tornamos a deixar de lado pelas mais toscas conveniências do viver material.

E quantas vidas já vivemos desta mesma forma; combinamos uma coisa e fazemos outra. Dai tornamos a combinar de novo e novamente nos deixamos levar pelas ondas do prazer que nos devolvem à areia da praia. Não conseguimos ultrapassar a arrebentação e assim ficamos.

Os vícios são nossos piores defeitos e temos manias demais.

Como conseguimos não cansar dessa mesmice meu Deus?

Quinto Zili