Tempo

Quanto é um dia de Sol
Que nos acorda para a vida
Como um renascer
Uma alvorada concebida

Tempo é humor
Mexe com nossa alma inquieta
Que nos carrega dor e amor
Nos esvazia ou repleta

Dádiva maior de injunção
Tempo é palavra de dupla função
É como frio ou calor que sentimos
É conta dos dias enquanto evoluímos

Desse tempo, o quanto dedicamos a Jesus
Por certo não o mesmo, que Ele nos dedica
Segui-Lo é o mesmo que escolher a luz
Esquecê-Lo é matar o tempo que cada um reivindica


1629

Meu neto Théo

Eis que o figlio maschio Ziliotto chegaria
Rebento de meu filho Guilherme querido
Há tempos eu sabia, que ele não tardaria
O espírito familiar, por mim reconhecido

É assim que a vida molda e traça
Resolve tudo no amor e na graça
Nos traz o netinho recôndito e charmoso
Que traços ele terá, além do ser bondoso

Não é imagem, o que o vovô assevera
Deus, que faz projeto e o futuro certo
A emoção trazida em que a luz opera
Real sentida, permite o amor por perto

Dani e Gui, que a Luna nos trouxeram
Nova casa, ao lar que assim refizeram
Mas nos faltava, o menino trazido desde o céu
O netinho amado, assim o chamaremos, Théo!

26 de agosto de 2025